17.6.11

Fechar a Gaveta e Falar

Um dia eu vou abrir a gaveta chamada ciclo-natural-que-precisa-ser-fechado-para-dar-espaço-a-algo-que-ainda-não-tem-nome e colocar ali as decepções. Vou fechar essa gaveta e começar a falar.
Eu quero falar de noites lindas, de momentos inesquecíveis e daquela luz estranha que te deixa toda incrível a plena luz do dia.
Quero falar de saudade, de saudade boa, porque o resto eu quero esquecer.
Quero te contar dos sonhos que tive, dos meus planos contigo e puxar papo besta, e filosofar, rir da vida e rir do seu sorriso e do meu. E sentir novamente, e ter a certeza que isso basta.
Queria encontrar a verdade e depois tuas mãos. E nas tuas mãos reencontrar aquela sensação de paz, segurança e o calor natural do nosso encontro.
Sentir eternamente o seu toque, porque ele é ponto final do pensamento.
Ter a sua cabeça no meu peito e voltar a não pensar em mais nada.
Quero continuar tendo aqueles pensamentos que vem de repente, nas horas mais inesperadas, que me fazem voltar no tempo e sentir tudo de novo.
Mas quero conseguir não te cobrar nada, não ter ciúmes e não ser cobrado. Quero não precisar explicar e não sentir falta de explicação.
Queria ficar mesmo que um pouco, sabendo que o pouco  vai ser muito, pra sempre, talvez.
Interpretação livre de qualquer coisa, de nós dois e dessa coisa boa que eu sinto quando te vejo e quando estamos juntos.
Conforme o combinado, naquele mesmo lugar de sempre, o passar do tempo.

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